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NOTÍCIAS

publicado em: 26/06/2017

 

Autocuidado apoiado


Deputado Antônio Jorge apresenta aos secretários de saúde consorciados inovação que possibilita uma maior adesão de pacientes crônicos ao tratamento de doenças, como hipertensão e diabetes.

Pioneira em diversas inovações hoje presentes em todo o Estado, como o Sistema Estadual de Transporte em Saúde (Sets), a Agência de Cooperação Intermunicipal em Saúde Pé da Serra (Acispes) hoje (12/06) deu um primeiro passo no que é considerado o desafio da saúde do século 21: as condições crônicas. “São aquelas que requerem um acompanhamento contínuo, por um período de vários anos, que são muitas vezes incapacitantes e que provocam um importante impacto nas organizações de assistência de saúde, visto que o sistema hoje preconiza o cuidado com as condições agudas”, explicou o deputado Antônio Jorge, com a ampla experiência de médico, gestor municipal, regional e de quem já ocupou o cargo mais alto da saúde pública em Minas, o de secretário estadual de saúde.

Na contramão dessa visão pouco efetiva, que preconiza a agudização das doenças, está a ênfase na condição crônica, que podem não ser hoje as que mais matam, mas são as que mais incapacitam. Daí a importância do autocuidado apoiado, de centralizar o tratamento no paciente e em sua família. “É pensar em estratégias para o paciente se cuidar, tendo a retaguarda de pessoas e profissionais que possam intervir e não deixar que o quadro agudize”, explicou Antônio Jorge. A fala tem como base um Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) que revelou que, com o avanço da idade, cerca de 60% dos brasileiros com mais de 60 anos têm, pelo menos, uma doença crônica, mas a aderência deles ao tratamento não ultrapassa os 20%.

Nesse embasamento, os municípios da Acispes foram pensados para abraçarem a ideia da utilização de um aplicativo para smartphones, com um sistema integrado de promoção da saúde e do autocuidado apoiado, que permita o monitoramento da adesão dos pacientes crônicos ao tratamento. “É comprovado que conhecimento nem sempre muda comportamento. No entanto, a proposta é pensar em processos que se agreguem ao cuidado e, assim, possibilitem mudanças cognitivas”, explicou. Dentre as muitas aplicações, a tecnologia permite uma melhor gestão do uso de medicamentos, o monitoramento e retaguarda, com uma central de profissionais de saúde para intervenção em tempo real, evitando internações, e uma gestão de plataforma, que permite uma atuação mais estratégica do município.

Além de uma inovação sob o ponto de vista da mudança da visão das condições agudas para crônicas, o aplicativo segue outra tendência: o aumento do uso de smartphones em todo o país. Os dados da 27ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pela Fundação Getulio Vargas de São Paulo (FGV-SP), revelaram que, em 2016, o Brasil chegou a 168 milhões de aparelhos do tipo em uso, um crescimento de 9% em relação a 2015. A expectativa é que, nos próximos dois anos, o país tenha 236 milhões desses equipamentos nas mãos dos consumidores.


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